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COP25 – a última conferência do clima antes da década de 2020.
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COP25 – a última conferência do clima antes da década de 2020.

Antes de mais nada precisamos conceituar, o que é a COP25?

A Conferência das Partes (COP) é o órgão supremo da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), que reúne anualmente os países Parte em conferências mundiais. Suas decisões, coletivas e consensuais, só podem ser tomadas se forem aceitas unanimemente pelas Partes, sendo soberanas e valendo para todos os países signatários.

Seu objetivo é manter regularmente sob exame e tomar as decisões necessárias para promover a efetiva implementação da Convenção e de quaisquer instrumentos jurídicos que a COP possa adotar.

A cúpula reúne representantes de 195 países e membros da sociedade civil para discutir os detalhes do Acordo de Paris

A COP 25 começou, na segunda-feira (02), em Madri, na Espanha. A conferência, que era para ocorrer no Brasil, acabou ganhando uma nova casa na capital espanhola.

No dia 27 de novembro, o governo do Brasil comunicou oficialmente que iria retirar sua candidatura para sediar a COP-25 (Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas). O Itamaraty informou sobre a decisão ao Secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima da Organização das Nações Unidas.

De acordo com o texto, a retirada da candidatura se deve às “restrições fiscais e orçamentárias” que deverão permanecer no próximo governo.

“Tendo em vista as atuais restrições fiscais e orçamentárias, que deverão permanecer no futuro próximo, e o processo de transição para a recém-eleita administração, o governo brasileiro viu-se obrigado a retirar sua oferta de sediar a COP 25.”

O comunicado informa ainda que o governo brasileiro “conduziu análise minuciosa dos requisitos” para sediar a COP-25. “A análise enfocou, em particular, as necessidades financeiras associadas à realização do evento.”

Entre outras organizações nacionais e internacionais, o Greenpeace também criticou a decisão, afirmando: “o Brasil envergonha a agenda climática”.

A ONG lembrou que o Brasil havia chegado a um consenso na América Latina para ser a sede da COP-25, e que a missão do país de liderar a discussão sobre as mudanças climáticas foi fundamental para a conferência ser confirmada no Brasil

Fonte: UOL + Reuters

Mas este não foi o único momento em que o país foi citado. Durante a conferência o Brasil foi tratado como um dos grandes vilões ambientais do planeta e junto com a Austrália e Japão, e recebeu o prêmio “Fóssil do Dia”, uma honraria irônica concedida a quem mais atrapalha do que ajuda.

Participam representantes de quase 200 países, totalizando quase 29 mil pessoas. O evento, que ocorre de 2 a 13 de dezembro, adotou o slogan “Hora da Ação” (Time for Action). Desde 2015, quando foi assinado um grande acordo climático global, o Acordo de Paris, as conferências do clima anuais têm se dedicado a como colocá-lo em prática.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que é preciso interromper “nossa guerra contra a natureza”. De acordo com a ONU, estudos científicos mostram que as emissões de gases causadores do efeito estufa continuam subindo – e não caindo, como deveria ser.

O principal desafio da COP 25 é acelerar o combate às mudanças climáticas. Eventos climáticos extremos no mundo inteiro, como enchentes e queimadas, estão ligados ao aquecimento global causado pelo ser humano, conforme demonstram estudos científicos realizados em diferentes países.

O que está em jogo: metas mais ambiciosas

  • A próxima década é um momento crítico para evitar a catástrofe global. No Acordo de Paris, o compromisso assumido foi de manter o aquecimento global a 1,5ºC acima dos níveis da era pré-industrial até o fim do século – o mundo já está, em média, 1,1ºC mais quente. Estudos recentes da ONU dizem que a meta precisa ser ainda mais rígida.
  • concentração dos principais gases do efeito estufa na atmosfera alcançou um recorde em 2018. Caso as emissões não sejam reduzidas em mais de 7% ao ano, o mundo caminha para um aumento de temperatura de 3,2ºC. Impactos são imprevisíveis.
  • Os dois maiores emissores de gases, Estados Unidos e China, apresentam posicionamento dúbio. O presidente Donald Trump anunciou a saída do Acordo de Paris, adotado em 2015. A China vem assumindo discurso mais favorável ao combate ao aquecimento global, mas, na prática, constrói mais usinas de carvão.
  • Em Paris, 70 países se comprometerem a neutralizar emissões até 2050 – mas não os maiores emissores de gases. Isso significa que esses 70 países prometeram equilibrar as emissões de carbono com tecnologias de captura de gases ou plantando árvores, por exemplo, e atingir “emissões zero”.
  • Compromissos assumidos, no entanto, são voluntários. A ONU não tem mecanismos que obriguem os países a cumprirem as promessas assumidas no Acordo de Paris.
  • A COP 25 é a última conferência do clima antes da década de 2020. Restam dúvidas sobre como realizar a transição para energias limpas e, mais do que isso, como financiar esse processo.
  • O ministro brasileiro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que vai cobrar recursos de países ricos na COP 25 para preservação do meio ambiente no Brasil. O Acordo de Paris prevê contribuições voluntárias dos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento por meio de um fundo. No entanto, isso ocorre num momento em que a pauta ambiental do país vem sendo questionada: a Amazônia registra aumento no desmatamento e manchas de óleo atingem centenas de praias brasileiras, sem um culpado ou origem do óleo identificados.
  • O mercado de créditos de carbono atualmente funciona somente a partir de acordos entre empresas e governos, pois o sistema ainda não foi completamente implementado. Isso também será discutido na COP 25. Além disso, está previsto debater as operações de um fundo de US$ 100 bilhões para iniciativas de financiamento entre países.
    Fonte: Globo.com
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