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Tecnologias Sustentáveis e o planeta que queremos.
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Tecnologia sustentável é a agregação e aplicação de todas as Ciências, visando prioritariamente à continuidade da existência de todo ser vivente na Terra.

As tecnologias aplicadas à sustentabilidade tem como desafio redirecionar as concepções atualmente existentes em novas formas de pensar e agir, com responsabilidade ao meio em que vivemos e as consequências das ações tomadas e não tomadas no seu devido tempo, adaptando as tecnologias existentes e as futuras para que sempre possa de alguma forma co-existir o crescimento populacional e o nosso ecossistema.

Durante todo o mês Agosto, temos mostrado técnicas e tecnologias desenvolvidas para serem aplicadas à sustentabilidade, seja no campo da reciclagem, destinação de resíduos específicos, compostagem ou mesmo a lavagem de EPI’s contaminados e agora vamos apresentar um resumo de todo conteúdo abordado no período.

Vamos por partes. Qual o elemento essencial para a existência da vida na Terra? Isso mesmo, a água. Portanto, vamos começar por ela e falar sobre a tecnologia aplicada ao tratamento e purificação da mesma.

TRATAMENTO DE EFLUENTES

Primeiro vamos conceituar o que são efluentes: chama-se de efluentes os produtos, líquidos ou gasosos, resultantes de ações humanas. De forma geral os efluentes líquidos podem possuir diversas origens, pois trata-se de água envolvida em algum agente poluente, tal como matéria orgânica, compostos químicos e tóxicos; no entanto, eles são normalmente separados em dois tipos: industriais e domésticos. O tipo de tratamento para cada efluente é indicado de acordo com a carga poluidora e a presença de contaminantes. Os processos de tratamento podem ser separados em três tipos conforme as operações utilizadas na remoção dos poluentes, mas em geral, tratam-se de tratamentos físico-químicos ou biológicos. É importante ressaltar que a Resolução 357 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) estabelece parâmetros aos efluentes que voltam à natureza e classifica os corpos de água. Essa norma prevê prisão a quem não cumprir as medidas estabelecidas por ela.

Os efluentes precisam ser tratados para retornarem aos recursos hídricos. Se despejados diretamente, o impacto ambiental gerado e os custos para recuperação são enormes. O tipo de tratamento é indicado de acordo com a carga poluidora e a presença de contaminantes. Empresas especializadas coletam e realizam análises dos parâmetros que representam a carga orgânica e a carga tóxica dos efluentes. Os processos de tratamento podem ser separados em três tipos conforme as operações utilizadas na remoção dos poluentes. Essas mesmas empresas separam os efluentes pelo tipo de processo e outros, pelas tecnologias utilizadas.

Pré Tratamento – Realizado por grades metálicas que funcionam como uma barreira, elas acabam retendo parte dos resíduos de maiores dimensões que, então, são retirados. Esse processo garante maior segurança aos equipamentos das estações, já que devido ao tamanho dos resíduos, poderiam danificar os dispositivos ao longo da unidade de tratamento.

Desarenação
Esta etapa tem a função de remover os flocos de areia através da sedimentação. Os grãos de areia vão para o fundo do tanque por serem mais pesados, enquanto as matérias orgânicas vão para a superfície. Esse processo serve para facilitar o transporte e também para conservar os equipamentos.

Tratamento Primário
O tratamento primário é constituído de processos físico-químicos que buscam remover os sólidos em suspensão sedimentáveis, materiais flutuantes e matéria orgânica. Primeiro são inseridos produtos químicos nos efluentes para neutralização da carga, em seguida, ocorre a floculação do efluente. Após a floculação, tem-se a decantação primária que separa o sólido (lodo) e o líquido (efluente bruto).

Tratamento do Lodo
O lodo é toda matéria orgânica removida ao longo do tratamento do esgoto, portanto sua quantidade e natureza depende das características do efluente inicial e do processo de tratamento escolhido. Primeiramente realiza-se o adensamento, processo que tem a finalidade de diminuir a quantidade de água presente no lodo, diminuindo portanto, seu volume. A segunda etapa consiste digestão anaeróbica para reduzir os microrganismos patogênicos, reduzir o volume e permitir a utilização do lodo, como por exemplo, em atividades agrícolas. A terceira etapa submete o lodo a processos químicos e desidratação, permitindo a coagulação dos sólidos e remoção da umidade. O produto final é rico em matéria orgânica, nitrogênio, fósforo e nutriente, possibilitando seu uso na agricultura ou em reflorestamento, entretanto, é possível descartar o lodo em aterros sanitários, junto com lixo urbano ou em incineradores.

Tratamento Terciário
Após o tratamento secundário, a água já pode retornar aos recursos hídricos, entretanto, pode-se passar o efluente por outro tratamento para ser reutilizado com fins não potáveis. Utiliza-se o efluente não tratado para fins não potáveis (lavagem de ruas, por exemplo) porque mesmo tratado, ainda é possível conter elementos como nitrogênio e fósforo, assim, o tratamento terciário serve para remover essas substâncias através de técnicas de filtração, ozonização, cloração, osmose reversa, dentre muitas outras. Dessa forma, o tratamento terciário consiste em aplicar técnicas para remover poluentes específicos que não foram retirados pelos processos mais comuns. Por exemplo, essas substâncias podem ser compostos não biodegradáveis, nutrientes e metais pesados que exigem maior grau de tratamento.

Se sem água não haveria vida na Terra, sem alimento também não seria mais fácil nossa existência. Portanto, vamos falar agora da tecnologia aplicada à alimentação – ou ao que sobra dela, pelo menos. Em nossa sociedade atual o consumo, como é, gera diariamente milhares de toneladas de resíduos orgânicos, como restos de alimentos.

COMPOSTAGEM

Hoje em dia a Compostagem, como é chamado o conjunto de técnicas aplicadas para controlar a decomposição de materiais orgânicos, com a finalidade de obter, no menor tempo possível, um material estável, rico em húmus e nutrientes minerais; com atributos físicos, químicos e biológicos superiores (sob o aspecto agronômico) àqueles encontrados na(s) matéria(s)-prima(s), é amplamente difundido e está deixando de ser algo relegado somente ao ambiente do campo, para achar seu espaço também nas grandes áreas urbanas.

Mas vamos entender um pouco mais sobre este processo.

Como já foi dito, compostagem é o processo biológico de valorização da matéria orgânica, seja ela de origem urbana, doméstica, industrial, agrícola ou florestal, e pode ser considerada como um tipo de reciclagem do lixo orgânico. Trata-se de um processo natural em que os micro-organismos, como fungos e bactérias, são responsáveis pela degradação de matéria orgânica, transformando-a em húmus, um material muito rico em nutrientes e fértil. A prática ainda faz bem para a saúde. De acordo com um estudo, o contato com uma bactéria presente no húmus funciona como um antidepressivo, diminui alergias, dor e náusea. A compostagem ajuda na redução das sobras de alimentos, tornando-se uma solução fácil para reciclar os resíduos gerados.

A compostagem acontece em fases, sendo elas muito distintas umas das outras. Vamos conhecer um pouco mais sobre elas:

1. Fase Mesofílica: Nessa fase da compostagem, os fungos e as bactérias mesófilas (ativas a temperaturas próximas da temperatura ambiente), começam a se proliferar na matéria orgânica aglomerada na composteira, fazendo a decomposição do lixo orgânico. Primeiro são metabolizadas as moléculas mais simples. Nessa fase, as temperaturas são moderadas (cerca de 40°C) e dura em torno de 15 dias.

2. Fase Termofílica: É a fase mais longa da compostagem, podendo se estender por até dois meses, dependendo das características do material que está sendo compostado. Nessa fase, entram em cena os fungos e bactérias denominados de termófilos, que são capazes de sobreviver a temperaturas entre 65°C e 70°C, à influência da maior disponibilidade de oxigênio – promovida pelo revolvimento da pilha inicial. A degradação das moléculas mais complexas e a alta temperatura ajudam na eliminação de agentes patógenos.

3. Fase de Maturação: É a última fase do processo de compostagem, podendo durar até dois meses. Nessa fase da compostagem, há a diminuição da atividade microbiana, da temperatura (até se aproximar da temperatura ambiente) e da acidez. É um período de estabilização que produz um composto maturado. A maturidade do composto ocorre quando a decomposição microbiológica se completa e a matéria orgânica é transformada em húmus, livre de toxicidademetais pesados e patógenos.

húmus é um material estável, rico em nutrientes e minerais, que pode ser utilizado em hortas, jardins e para fins agrícolas, como adubo orgânico, devolvendo à terra os nutrientes de que necessita, e evitando o uso de fertilizantes sintéticos.

Conforme foi dito anteriormente, hoje em dia a compostagem saiu das fazendas e chácaras das áreas rurais para ganhar espaço também nos grandes centros urbanos. Já é possível efetuar a compra de composteiras para uso residencial, gerando adubo para mini hortas que produzem o necessário para consumo de uma ou mais famílias.

Há também ações de organizações e empresas que coletam restos de alimentos e materiais orgânicos de supermercados, restaurantes e feiras e os levam para grandes áreas de compostagem no meio da cidade, como por exemplo, na cobertura do Shopping Eldorado em São Paulo.

PROJETO DE COMPOSTAGEM DO SHOPPING ELDORADO – TELHADO VERDE

Com o objetivo de dar destino ecologicamente correto a cerca de uma tonelada de lixo orgânico gerados diariamente em suas praças de alimentação.

Desde 2012 o Shopping Eldorado investe em um projeto de compostagem com o objetivo de dar destino ecologicamente correto cerca de 1 tonelada de lixo orgânico gerados diariamente em suas praças de alimentação. Os lixos reciclável e orgânico são separados e seguem para unidades de tratamento específicas.
As sobras de alimentos recebem enzimas que aceleram o processo de compostagem, retiram o odor desagradável e são transformadas em adubo usado em uma horta no telhado do Shopping. No local são produzidos legumes e verduras livres de agrotóxicos e destinados aos próprios colaboradores do Shopping Eldorado. Desta forma, o projeto trabalha com o tripé da sustentabilidade: meio ambiente, economia e social. O projeto tem reduzido significativamente a quantidade de lixo enviada ao aterro sanitário, antecipando-se à Política Nacional de Resíduos Sólidos, além de reduzir a emissão de carbono na atmosfera gerada pelo transporte do material. O objetivo é em 5 anos zerar o envio de lixo ao aterro. Para isso, em breve será feito um trabalho de conscientização junto aos lojistas de restaurantes e fast foods para recolher os resíduos produzidos por eles.
A horta, construída na parte superior do Shopping Eldorado, também pretende deixar a temperatura interna do local mais amena, reduzindo assim o desperdício de água utilizada nos equipamentos de refrigeração de ar.

RECICLAGEM DE LÂMPADAS FLUORESCENTES

Fazer o descarte de lâmpadas fluorescentes de maneira correta é uma obrigação de todos. Isso porque descartar lâmpadas fluorescentes incorretamente pode ser muito nocivo para a saúde humana e do meio ambiente. E a razão disso é porque, apesar da praticidade, durabilidade e economia da lâmpada fluorescente, no interior dela existe um componente químico muito perigoso à saúde: o mercúrio, um metal pesado e tóxico. Devido a ele, o descarte se torna muito complicado.

Os riscos do mercúrio

O mercúrio ainda tem a companhia do chumbo na composição das lâmpadas. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o valor máximo de mercúrio que pode estar concentrado em uma unidade é de 100 miligramas de mercúrio por quilo do resíduo. O contato com a substância em níveis mais altos pode gerar sérios problemas à saúde.

O maior problema acontece quando a substância é inalada, ainda mais se a quantia de mercúrio elementar for grande, o que pode causar problemas neurológicos e até hidragirismo (intoxicação que causa tosse, dispnéia, dores no peito e outros problemas mais graves).

Na questão ambiental, quando o mercúrio é despejado de maneira irregular em rios, por exemplo, ele volatiza e passa para a atmosfera, causando prováveis chuvas contaminadas. Pode acontecer também de microorganismos absorverem o mercúrio, tornando-o orgânico em vez de metálico. Animais aquáticos e plantas podem reter o mercúrio e assim contaminar o meio ambiente sem que exista chance de erradicação.

O mercúrio é liberado ao longo de duas semanas após seu descarte. Apenas nos EUA, são liberadas na natureza entre duas e quatro toneladas de mercúrio anualmente.

Descarte especializado

Processos realizados em locais especializados são responsáveis por retirar descontaminar lâmpadas fluorescentes, assim elimina-se a possibilidade de poluição ambiental e intoxicação. Até por isso, o descarte de lâmpadas fluorescentes deve ser bem feito, procurando quais os lugares certos, isolando o material em caso de quebra e avisando sobre o conteúdo entregue.

Não deixe que este material seja levado para aterros comuns! Muitas embalagens deste tipo de lâmpada avisam se o produto é reciclável.

Fonte: E-cycle.

LAVAGEM DE EPI’s

O Equipamento de Proteção Individual – ou EPI é todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde.

Tal como óculos de proteção, luvas, sapatos reforçados, capacetes e protetores auriculares, por exemplo.

Ao contrário do que pode-se imaginar à princípio, os EPI`s não servem apenas para proteger o seu usuário de acidentes físicos, eles servem também – e em muitos casos – para proteção contra contaminação por produtos químicos infecciosos, como no caso dos trabalhadores nas lavouras que fazem a pulverização de agrotóxicos nas plantações e precisam que o EPI os mantenha sem contato com o produto utilizado.

Dessa forma, o EPI após cada uso precisa passar por um processo de limpeza e descontaminação, para que ele mesmo não se torne um objeto portador ou transmissor de produtos nocivos à saúde ou ao meio ambiente em si.

Levando em conta esta informação, a primeira coisa que precisamos dizer é que o EPI não deve ser “lavado”, mas sim descontaminado. Qual a diferença? Lavar pressupõe esfregar, pôr na máquina de lavar, usar qualquer tipo de sabão. Isso acaba danificando o tratamento de hidrorepelência que permite a proteção de um EPI. A descontaminação, por outro lado, é um procedimento necessário para apenas retirar os resíduos de agrotóxicos (ou produtos químicos tóxicos em geral) que possam estar contidos na vestimenta. A sujeira em si deve ser ignorada, pois tentar retirá-la vai desgastar o tratamento e comprometer a segurança do usuário.

Para que seja mantida a capacidade hidrorepelente, o procedimento para a descontaminação dos EPI deve seguir as recomendações abaixo:

a) O EPI não deve ser misturado com as roupas normais de uso.
b) Ele deverá ser imerso em água e sabão neutro e, usando apenas as mãos (com luvas), poderá ser mexido sem bater ou esfregar.
c) Enxaguar em água corrente.
d) Secar na sombra.
e) NÃO usar água sanitária, sabão ou detergentes com cloro.
f) NUNCA ferver o EPI.
g) Depois de seco, o EPI deve ser passado a ferro quente. Isso serve para reativar a hidrorepelência.

Depois de 30 procedimentos de descontaminação, o tratamento hidrorepelente se desgasta e já não vai mais oferecer proteção suficiente. É quando ele deve ser substituído, independente se o tecido ainda apresenta-se em bom estado.

RECICLAGEM DE AEROSSÓIS

As latas de aerossol estão presentes na vida da população mundial e empresas que utilizam este tipo de embalagem na produção de inseticidas, desodorantes, medicamentos, produtos de limpeza e em muitos outros artigos. Somente no Brasil, o consumo deste produto é de, aproximadamente, 415 milhões de unidades, por ano; e apenas 1% desse total segue para o destino correto de reciclagem.

As embalagens de aerossol, assim como outros produtos – pilhas, lâmpadas fluorescentes, tintas e restos de produtos de limpeza –, necessitam de um cuidado especial após o uso porque, mesmo vazios, ainda possuem restos de gases tóxicos ou inflamáveis que são nocivos para o meio ambiente e para as pessoas que venham manipulá-los.

Por esse motivo, a reciclagem é a melhor alternativa de destinação, já que 100% do recipientes são feitos de aço, podendo ser reciclados inúmeras vezes.

Sobre o processo de reciclagem, quando as embalagens chegam às empresas especializadas, o material precisa primeiramente passar por um processo chamado despressurização. Essa ação é feita em um ambiente rigorosamente controlado em que os gases e sobras são captados e recuperados para, então, serem tratados de forma ambientalmente adequada. Após, então, é feita uma lavagem das latas e por último o processo de trituração que transforma as latas em matéria prima de metal, novamente. E essa, por sua vez, pode ser derretida e reutilizada na fabricação de novos produtos.

Você conhece os riscos do descarte incorreto de aerossóis?

Embora facilitem a vida do consumidor, o aerossol tem alto índice de inflamabilidade, reatividade e toxicidade. A presença de gases propelentes cria alto risco de explosão dependendo da temperatura. As embalagens podem, portanto, conter uma quantidade residual desses gases, o que se torna perigoso.

Além disso, a maioria dos produtos do interior das embalagens de aerossol são compostos voláteis orgânicos (VOCs), ou seja, possuem alta pressão, o suficiente para transformá-lo em gás em contato com a atmosfera, podendo levar a danos à saúde.

Um dos compostos voláteis orgânicos presentes nos aerossóis é o clorometano, conhecido também como cloreto de metila. Essa substância, quando descartada das embalagens usadas, pode causar danos ambientais e de saúde. Uma pessoa, em contato com o clorometano pode ser, por exemplo, intoxicada. Ao entrar no corpo humano, a substância transforma-se em monóxido de carbono (CO) e as hemoglobinas do sangue encontram maior dificuldade em distribuir o oxigênio (O2). A consequência pode ser a morte por asfixia.

Quer saber onde descartar latas de aerossol? Entre em contato com a Wert e veja o ponto de coleta mais próximo de você.

COPROCESSAMENTO

Co-processamento é uma destinação final ambientalmente adequada de resíduos em fornos de cimento com o aproveitamento da energia contida nestes materiais e/ou substituição das matérias-primas e operação regulamentada e licenciada por órgãos ambientais competentes.

O surgimento do coprocessamento no Brasil remonta à época das crises mundiais do petróleo. Em resposta à crise desencadeada pela recessão da economia brasileira no final da década de 1980, o setor cimenteiro experimentou diversas estratégias, entre elas a técnica do coprocessamento. Sendo assim, surgiu como um método para melhorar o desempenho econômico da indústria cimenteira, possibilitando um menor gasto com o consumo energético.

O coprocessamento de resíduos industriais em fornos de clínquer é, portanto, prática que se iniciou na época das crises financeiras e, atualmente, está sendo vista como uma ação coordenada entre as indústrias cimenteiras e as indústrias geradoras de resíduos, sendo mais contextualizada na esfera ambiental e menos na esfera energética/financeira.

Portanto, é considerada pelos geradores de resíduos, com aprovação dos órgãos de meio ambiente, como uma solução plausível para a destinação final adequada de seus rejeitos.

Existem várias vantagens na utilização do processo de coprocessamento, entre eles podemos destacar:

  • Proporciona um custo menor de produção, já que introduz como combustível e/ou matéria-prima resíduos provenientes de diversos segmentos industriais, substituindo combustíveis convencionais requeridos. Assim, nesse processo, é possível lucrar com resíduos e rejeitos que seriam descartados em aterros.
  • Oferece uma destinação segura a resíduos perigosos, correspondendo às exigências legais. Passa a ser uma solução definitiva para alguns resíduos; uma vez que no processo eles são destruídos por completo e/ou incorporados como matéria-prima na fabricação do cimento, sem geração de escórias e/ou cinzas.
  • Com a eliminação total dos resíduos, não existem riscos com passivos ambientais. Assim, esses materiais não causam os mesmos danos que poderiam causar quando descartados em locais impróprios.
  • Aproveitamento do poder calorífico do resíduo (destruição térmica) para geração de energia térmica.
  • Há pouca necessidade de investimentos adicionais em um forno de clínquer, já estes são adequados ao coprocessamento de resíduos. Assim, o equipamento de controle das emissões atmosféricas do forno de clínquer é adequado para controlar as emissões quando estiverem sendo coprocessados os resíduos sólidos.
  • Diminuição da emissão de particulados, SOx e NOx para a atmosfera. Além, é claro, de reduzir as pressões sobre os recursos naturais não renováveis.
  • Por mais que a destinação em aterros especializados seja uma opção legalmente aceita, a destinação ao coprocessamento é uma destinação mais nobre. Com o coprocessamento, ocorre a diminuição da disposição dos resíduos sólidos em aterros sanitários, aumentando consequentemente a vida útil dos aterros.

Fonte: eCycle

Frente a essas vantagens, é inegável que aproveitar resíduos para outras atividades é, sem dúvida, dar a eles um destino mais útil e inteligente.

Ainda falando sobre usar resíduos como fonte de calor, o próximo tópico deste blog traz um pouco sobre esta aplicação onde, ao invés de fornos de cimenteiras, o vapor gerado pela queima dos resíduos pode ser utilizado para mover turbinas e iluminar uma cidade inteira. Veja a seguir.

ENERGIA RENOVÁVEL

Hoje em dia, é praticamente impossível falar de tecnologias aplicadas à sustentabilidade e não citar a questão da matriz elétrica. Muitos países, principalmente na Europa, ainda confiam grande parte de sua matriz elétrica à eletricidade gerada por combustão, as chamadas termelétricas.

Se por um lado as termelétricas à carvão são um problema, devido à extração da matéria prima necessária para mante-las funcionando, por outro lado já existem inúmeras usinas de geração de energia termelétricas funcionando no mundo à base de lixo. Isso mesmo! A queima dos rejeitos sólidos de cidades, em instalações especialmente preparadas e equipadas para tal, já é uma realidade – e muito efetiva, diga-se de passagem – tanto para se dar destino à crescente quantidade de resíduos gerados pela população quanto para gerar energia limpa e renovável.

Podemos citar, por exemplo, o caso da usina de Bremen na Alemanha. Onde a quantidade de lixo produzido pela população da região  tinha quase dobrado nos anos 1950 e, por outro lado, a disposição de espaço em aterros sanitários ou outras formas de recuperação era muito limitado. O desafio era imenso e urgente. Além disso, na época não haviam muitas possibilidades para o reaproveitamento de materiais. Era então preciso queimar o lixo.

Depois de vários processos de modernização dos sistemas que resultaram em sistemas de tratamento de gases altamente efetivos e um aumento da potência elétrica para 50 MW, a usina tem hoje uma capacidade de processamento de 550.000 toneladas de lixo por ano com o calor específico de 10,5 MJ/kg. Com isso o projeto abastece a cidade com 270 GWh por ano com energia elétrica e 270 GWh por ano de energia térmica que é usada no aquecimento de casas e indústrias na cidade de Bremen. Hoje a Usina de Queima de lixo de Bremen é uma das mais modernas do mundo e exemplo de aplicação dessa tecnologia no setor.

Outro bom exemplo de uso do lixo como combustível vem do Japão.

No país onde as ruas das cidades são absolutamente limpas, a preocupação das pessoas vai além da reciclagem. O cuidado é não produzir muito lixo, mas é inevitável ter sujeira, dejetos, coisas que a gente joga fora. Neste cenário, o desenvolvimento de tecnologias aplicadas à sustentabilidade era a única solução viável. Assim, as usinas termoelétricas que utilizam o lixo como combustível se espalham pelo Japão. De longe, parecem prédios, mas são chaminés, a parte mais visível de como os japoneses tratam o lixo. Não há depósitos abertos, lixões.

Nestes “prédios” o entra e sai dos caminhões é constante. Trazendo lixo dos bairros ao redor, quase 400 toneladas por dia. Os moradores já separam em casa o que é orgânico do que é reciclável. Cada caminhão traz um tipo de lixo, os quais são tratados de forma diferente.

Por trás das portas, fica o depósito de lixo orgânico. Quando os caminhões descarregam, é que descobrimos o tamanho do desafio: enorme. Tudo que chega é controlado de uma sala de vidro, um operador carrega remotamente o lixo até o incinerador. Lá dentro, a queima acontece por uma hora, à temperatura de 1.800 graus centígrados. De um lado, forma-se um gás, que por uma tubulação alimenta uma turbina geradora de energia. De lá, sai eletricidade para atender o equivalente a 10 mil casas. De outro, o que sobra da tal queima, resíduos e metais, que são reaproveitados em sua quase totalidade como, por exemplo, para asfaltar ruas.

No mesmo prédio, mas para outro grande depósito, vai o lixo reciclável, o cuidado ali é outro. Uma enorme garra de aço tem capacidade de transportar até 3 toneladas de carga. No fundo, só tem plástico. Todo esse material vai para uma separação manual, antes de ir para reciclagem. O processo é rápido. Funcionários separam garrafas pet do plástico comum. Latas de alumínio, metais, são distribuídos em outro setor. E, no final, tudo já sai embalado, limpo, pronto para ser vendido para centros de reciclagem. Assim, do total de lixo que chega à usina, apenas 4% não rendem nada, mas só por enquanto. Um dos funcionários conta que, no futuro, ainda serão aproveitados esses 4%, retirando vários tipos de metal contidos ali.

Para quem se espanta com tanta dedicação ao lixo, tem mais. Em um prédio ao lado, foi montado um centro social, onde os moradores se encontram. Podem mergulhar em banheiras com água a 40 °C, fazem ginástica. Tudo funciona com a energia gerada na turbina do lixo.

A queima do lixo pode ser perigosa, pode jogar poluentes na atmosfera, mas os japoneses dizem que colocaram filtros poderosos nas chaminés. O custo total de uma usina como essa, com área de lazer e tudo, é salgado, quase R$ 800 milhões.

Fonte: G1

Outras formas de gerar eletricidade limpa e renovável, como a solar, eólica e hidráulica são mais comuns, porém dependem de questões ambientais e por essa razão, podem ser muito viáveis em alguns lugares e nem tanto em outros. Assim, muitos avanços têm sido feitos nestas tecnologias, afim de torna-las mais efetivas e acessíveis. Porém, de maneira geral, ainda estamos muito presos – especialmente no Brasil – na geração de energia hidráulica; que se tem muitos prós, como o fato de ser uma energia limpa, também tem seus contras (leia: bandeira vermelha nas contas de luz, por exemplo).

Existem ainda uma série de outras tecnologias e soluções sendo pesquisadas, desenvolvidas e utilizadas para tornar nossa vida mais sustentável e ambientalmente amigável, porém, muito ainda precisa ser feito. Nossas soluções ambientais, infelizmente, ainda não andam no mesmo ritmo que os outros avanços tecnológicos e de consumo.

Cabe, portanto, a nós, fazer as melhores escolhas e tentar viver de forma mais ambientalmente amigável, considerando o fato de que estamos todos dividindo um único planeta, com capacidade limitada de oferecer matéria prima para manutenção da vida em geral. Em resumo, na dúvida, faça como a Wert Ambiental: Escolha a sustentabilidade.

 

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