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Armazenamento de resíduos perigosos: Guia prático da NBR 12.235 para indústrias

O armazenamento de resíduos perigosos dentro de uma unidade industrial é, antes de tudo, uma operação de alto risco. Se a sua empresa lida com substâncias inflamáveis, corrosivas ou tóxicas, saiba que qualquer falha no acondicionamento pode resultar em incêndios, explosões ou vazamentos catastróficos.  Nesse sentido, o cumprimento da norma técnica não é apenas uma formalidade, mas a garantia de que sua operação não se tornará um passivo ambiental irreversível. Dessa forma, para garantir a segurança e a conformidade, o norteador absoluto é a NBR 12.235. Esta norma estabelece as condições adequadas para o armazenamento de resíduos perigosos de forma a proteger a saúde pública e o meio ambiente.  Abaixo, detalhamos os pontos críticos que sua indústria deve dominar para evitar desastres. O rigor técnico da NBR 12.235 para Resíduos Classe I O armazenamento de resíduos perigosos exige uma infraestrutura que suporte a natureza agressiva dos Resíduos Classe I. Afinal, é necessário que o local seja isolado, ventilado e construído com materiais incombustíveis. De acordo com a NBR 12.235, a área de armazenamento deve impedir a entrada de pessoas não autorizadas e possuir sistemas que facilitem a inspeção e a movimentação segura dos materiais. Além disso, o piso deve ser impermeável e resistente aos produtos armazenados, evitando que qualquer gotejamento atinja o solo. Bacia de contenção para resíduos e o controle de vazamentos Um dos pilares do armazenamento de resíduos perigosos é o sistema de contenção. Desse modo, instalação de uma bacia de contenção para resíduos é obrigatória para impedir que vazamentos acidentais se espalhem pela fábrica ou atinjam a rede de esgoto. Portanto, a capacidade dessa bacia deve ser calculada para conter o volume do maior recipiente armazenado ou, em alguns casos, uma porcentagem do volume total.  Sem uma bacia de contenção para resíduos eficiente, um simples furo em um IBC de ácido pode paralisar toda a sua produção e gerar multas ambientais pesadas. Armazenamento de resíduos perigosos correto previne reações químicas violentas  O maior perigo silencioso no armazenamento de resíduos perigosos é a mistura inadvertida de substâncias incompatíveis. Assim, a compatibilidade química de resíduos dita que materiais que reagem entre si, gerando calor, gases tóxicos ou explosões, jamais devem ser estocados próximos uns dos outros. Nesse contexto, é fundamental realizar uma segregação rigorosa baseada nas fichas técnicas (FISPQ/FDS). Inclusive, o uso de barreiras físicas ou distanciamento entre grupos químicos diferentes é uma exigência da segurança do trabalho ambiental para neutralizar riscos de acidentes em cadeia. Sinalização do armazenamento de resíduos perigosos e segurança do trabalho ambiental A identificação visual é a primeira linha de defesa. A sinalização de resíduos perigosos deve ser clara, durável e seguir os padrões de cores e símbolos de perigo internacionais. Dito isso, cada container deve exibir o nome do resíduo, sua classe de risco e a data de início do armazenamento. Juntamente com isso, a segurança do trabalho ambiental exige que a equipe de operação utilize os EPIs adequados e tenha acesso fácil a equipamentos de emergência, como kits de mitigação de derramamento e chuveiros de emergência. Em suma, uma sinalização deficiente é o primeiro passo para um erro de manuseio que pode custar vidas. Como a Wert Ambiental garante a excelência no armazenamento? O armazenamento de resíduos perigosos exige um nível de especialização que muitas empresas preferem transferir para especialistas. Através da GWR (Gestão Wert de Resíduos), entregamos segurança total tanto na gestão on-site quanto no gerenciamento off-site. Para exemplificar, a Wert dispõe de um galpão próprio de 1.000m² totalmente projetado sob as diretrizes da NBR 12.235. Nossa estrutura conta com: Bacias de contenção para resíduos dimensionadas para máxima segurança; Rigoroso controle de compatibilidade química de resíduos; Sinalização de resíduos perigosos padronizada e atualizada; Equipe focada em segurança do trabalho ambiental e proteção jurídica do cliente. Ao passo que o seu resíduo entra em nossa estrutura, minimizamos o risco operacional da sua empresa com uma gestão técnica de excelência. Sua empresa precisa adequar o armazenamento de resíduos perigosos às normas vigentes?  Clique aqui e fale com um especialista.

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Quando fazer a atualização do PGRS? Evite multas por mudanças na operação

É um mito acreditar que o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos é apenas um documento estático com validade de um ou dois anos. Na realidade, a atualização do PGRS deve ser dinâmica.  Afinal, se a sua linha de produção mudou hoje, o seu plano pode ter se tornado inválido para a fiscalização amanhã. Dessa forma, ignorar o momento exato de realizar a atualização do PGRS é um erro estratégico que resulta em autos de infração e entraves no licenciamento ambiental.  Neste guia, vamos direto aos pontos críticos que exigem a revisão imediata do seu documento para garantir a conformidade total da sua unidade. Alterações no layout e novos processos exigem a atualização do PGRS Sempre que houver uma modificação no arranjo físico da fábrica ou a implementação de uma nova linha de produção, a atualização do PGRS torna-se obrigatória. Isso ocorre porque o documento deve refletir exatamente o fluxo de geração: onde o resíduo nasce, como ele é acondicionado no setor e qual o trajeto interno até o armazenamento temporário. Assim, se o fiscal encontrar um coletor de resíduos Classe I em um local não mapeado, a inconsistência pode levar à interdição da área até a devida atualização. Troca de insumos e a desclassificação de resíduos Nesse contexto, a substituição de matérias-primas é um dos gatilhos mais comuns para a atualização do PGRS. Portanto, se sua engenharia substituiu um insumo químico, a composição do resíduo gerado mudou. Exemplo prático: se você deixou de usar um solvente inflamável e passou a usar um desengraxante biodegradável, seu resíduo deixou de ser Classe I (Perigoso) para ser Classe II (Não Perigoso). A consequência: sem a atualização do PGRS, você continuará destinando (e pagando) por uma periculosidade que não existe mais, ou pior, estará enviando um novo contaminante ao aterro sem a devida licença. Mudança no volume gerado tendo impacto no Inventário SINIR Além disso, o licenciamento ambiental monitora a capacidade produtiva da sua planta. Um aumento significativo na produção implica em um volume maior de descartes, o que exige a atualização do PGRS para redimensionar as áreas de armazenamento e a frequência de coleta. Por conseguinte, lembre-se: o que está declarado na sua atualização do PGRS deve cruzar perfeitamente com os dados informados no SIGOR e no Inventário Nacional de Resíduos (SINIR). Inconsistências entre o plano impresso e a realidade digital são os alvos favoritos das auditorias ambientais em 2026. Quando a atualização do PGRS é automática? Vale ressaltar que, mesmo que não existam mudanças operacionais, a atualização do PGRS possui prazos atrelados à renovação da Licença de Operação (LO). No entanto, não espere o vencimento da licença para agir. A boa prática de compliance dita que a atualização do PGRS deve ser revisada anualmente. O intuito é acompanhar as metas de minimização de resíduos e as novas normativas do IBAMA ou da CETESB.  Dessa forma, manter o plano atualizado facilita a obtenção de certificados e garante que sua empresa esteja pronta para auditorias surpresa a qualquer momento. Como o GWR simplifica a atualização do PGRS na sua empresa? Sob esse ângulo, a gestão de documentos ambientais não precisa ser um gargalo para sua diretoria. Através do GWR (Gestão Wert de Resíduos), nós assumimos a responsabilidade técnica pela sua operação on-site e off-site. Nossos especialistas realizam o monitoramento constante dos seus processos e garantem que qualquer mudança na linha de produção seja refletida imediatamente. Assim, com o GWR, você conta com: Emissão e revisão técnica de laudos e planos; Gestão completa de prazos de licenciamento; Mão de obra especializada para classificar e inventariar resíduos em tempo real. Em suma, proteja sua operação e mantenha sua documentação impecável com quem domina as normas técnicas. Sua operação mudou recentemente? Clique aqui e fale com um especialista da Wert Ambiental para realizar a atualização do PGRS da sua empresa.  

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Inventário de resíduos: Como quantificar e classificar corretamente segundo a NBR 10.004?

Se você é gestor ambiental ou industrial, sabe que o início do ano traz uma obrigação inadiável: o Inventário de Resíduos Sólidos. Mas, antes de preencher formulários no SINIR ou SIGOR, existe uma etapa que define o sucesso (ou o fracasso) do seu compliance: a classificação correta dos resíduos. Antes de mais nada, basear-se no “achismo” ou repetir a classificação do ano anterior sem critério técnico é um convite para multas e passivos ambientais. Assim, neste artigo, vamos desmistificar a NBR 10.004 e mostrar como organizar seu inventário do zero com segurança. O que é o inventário de resíduos? O inventário de resíduos é, essencialmente, um diagnóstico detalhado. Em outras palavras, ele registra a quantidade, a origem, as características e o destino final de tudo o que sua empresa gerou em um determinado período. Dessa forma, além de ser uma exigência legal da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), ele é a ferramenta básica para a gestão de resíduos industrial eficiente. Por isso, sem dados precisos, é impossível reduzir custos ou implementar projetos de Economia Circular. Leia também: Gerenciamento de resíduos perigosos: quando contratar uma empresa licenciada O guia do inventário de resíduos: a NBR 10.004 A princípio, a norma ABNT NBR 10.004 é o manual que dita as regras do jogo. Ela classifica os resíduos quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública. Para realizar o seu inventário, você precisa dominar as duas grandes categorias: 1. Resíduos Classe I (perigosos) São aqueles que apresentam periculosidade devido a características como: Inflamabilidade: pegam fogo facilmente. Corrosividade: podem corroer metais ou tecidos vivos. Reatividade: reagem violentamente com outras substâncias. Toxicidade: podem causar danos à saúde ou ao ecossistema. Patogenicidade: contêm microrganismos infecciosos. 2. Resíduos Classe II (não perigosos) Estes são subdivididos em dois grupos: Classe II A (não inertes): podem ter propriedades como biodegradabilidade ou combustibilidade (ex: restos de alimentos, papel, madeira). Classe II B (inertes): não se decompõem nem alteram a potabilidade da água (ex: entulhos de construção civil limpos, vidros). Passo a passo do inventário de resíduos Portanto, para começar seu inventário do zero, siga este roteiro prático: Passo 1: mapeie os pontos de geração Percorra o chão de fábrica. Onde o resíduo nasce? É no processo de usinagem? Na manutenção? No refeitório? Identificar a origem é crucial para a caracterização correta. Passo 2: quantificação precisa Não trabalhe com estimativas vagas. Utilize: Balanças calibradas no momento da geração ou coleta. Controle de volume (bombonas, caçambas) com fatores de conversão densidade/peso. Registros de movimentação (MTRs) emitidos ao longo do ano. Passo 3: identificação técnica Consulte os anexos da NBR 10.004. Muitos resíduos já estão listados ali (como óleos lubrificantes ou baterias). Contudo, se o seu resíduo não consta nas listas, é necessário realizar um laudo de caracterização em laboratório acreditado para definir sua classe. Passo 4: registro e codificação Cada resíduo possui um código específico nos sistemas nacionais e estaduais. Nesse sentido, manter uma planilha espelho do SINIR atualizada mensalmente evita o caos na hora de fechar o relatório anual. Por que a classificação correta evita prejuízos? Nesse sentido, um erro comum é classificar resíduos Classe II como Classe I “por segurança”. Isso encarece drasticamente o transporte e a destinação final. Por outro lado, classificar um resíduo perigoso (Classe I) como comum é crime ambiental grave. A classificação de resíduos feita com rigor técnico permite que você: Otimize os custos de destinação. Garanta a segurança jurídica da empresa. Identifique oportunidades de venda de resíduos valorizáveis. O inventário como ferramenta estratégica Portanto, realizar o inventário de resíduos sólidos não deve ser apenas uma obrigação burocrática para evitar multas. Quando bem feito, ele revela gargalos de desperdício e abre portas para a sustentabilidade competitiva. Se a complexidade da NBR 10.004 ou a gestão dos dados no SIGOR/SINIR parece um desafio grande demais para sua equipe interna, buscar apoio especializado é o caminho mais seguro para garantir o compliance total. Precisa de ajuda para tirar seu inventário do papel? A Wert Ambiental possui equipe técnica e soluções de GWR (Gestão Wert de Resíduos) para realizar toda a classificação, pesagem e emissão de laudos para sua empresa, garantindo que seu inventário seja entregue sem erros e dentro do prazo. Dessa forma, um especialista pode te guiar para fazer esse processo dentro das normas vigentes, sem surpresas negativas dos órgãos fiscalizadores. Entre em contato conosco!

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Como elaborar um PGRS eficiente e evitar reprovação em auditorias ambientais

Como elaborar um PGRS eficiente e evitar reprovação em auditorias ambientais O PGRS (plano de gerenciamento de resíduos sólidos) pode ser uma “bomba-relógio” silenciosa. No papel, tudo parece em ordem, mas basta o anúncio de uma auditoria ambiental para que as falhas comecem a aparecer. O problema é que, no rigor da lei, “tentativa de acerto” não anula multas nem impede a interdição de atividades. Se você busca elaborar PGRS que seja verdadeiramente eficiente, precisa entender que este documento é um meio de garantir a conformidade ambiental contínua. Abaixo, detalhamos como estruturar um plano que resista ao “pente fino” dos auditores e proteja a sua operação. O risco de um PGRS inadequado Um PGRS negligenciado é um gatilho para o enquadramento na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98). Quando a fiscalização identifica que o plano de gerenciamento de resíduos não condiz com a realidade do pátio, a empresa perde o benefício da dúvida. As consequências imediatas de um plano ineficiente incluem: Multas pesadas: valores que podem comprometer o fluxo de caixa anual. Suspensão de licenças: o impedimento de operar até que a conformidade seja reestabelecida. Responsabilidade solidária: se o seu transportador descartar resíduos de forma irregular, a sua empresa responde juridicamente pelo dano, independentemente de quem cometeu a infração na ponta final. Leia também: 5 erros comuns da destinação de resíduos e como evitá-los O que reprova um PGRS em uma Auditoria Ambiental Para garantir a conformidade ambiental, o seu plano precisa sobreviver ao cruzamento de dados. Auditores experientes focam em três furos principais: Inconsistência na rastreabilidade (MTR e SINIR): o auditor cruzará o que está no seu inventário anual com os Manifestos de Transporte de Resíduos (MTR) e os Certificados de Destinação Final (CDF). Se houver “buracos” nessas datas ou se o volume declarado for menor do que a capacidade produtiva da planta, a gestão de resíduos industriais será considerada falha. Classificação de resíduos (NBR 10.004): um dos erros mais graves ao elaborar PGRS é a subclassificação. Assim, tratar um resíduo Classe I (Perigoso) como Classe II (Não Perigoso) para baratear custos de transporte é uma infração gravíssima. A auditoria exigirá os laudos de caracterização que comprovem a natureza de cada resíduo gerado. Armazenamento e segregação na fonte: a teoria do papel deve se refletir no chão de fábrica. Dessa forma, áreas de armazenamento sem impermeabilização, ausência de diques de contenção para líquidos ou sinalização precária são provas visuais de que o PGRS é apenas “para inglês ver”.   Como elaborar um PGRS eficiente em 4 etapas estratégicas Se o objetivo é a aprovação sem ressalvas, a estrutura deve ser técnica e preventiva: Diagnóstico quantitativo e qualitativo: não estime, meça. Assim, utilize balanças e cronogramas de pesagem para ter dados reais sobre a geração mensal. Homologação rígida de terceiros: certifique-se de que todos os seus fornecedores (coletores e destinos) possuem Licenças de Operação (LO) válidas e compatíveis com o resíduo que você gera. Cronograma de treinamento operacional: o auditor pode entrevistar qualquer colaborador no pátio. Contudo, se ele não souber para onde vai o resíduo químico ou como agir em um vazamento, seu plano será reprovado por falta de execução. Revisão periódica de condicionantes: o PGRS deve ser um documento vivo. Qualquer alteração no layout da fábrica ou no volume de produção exige uma revisão imediata para manter a conformidade. Por que investir em uma consultoria especializada? Elaborar um PGRS exige conhecimento técnico jurídico e de engenharia. Muitas vezes, o custo de contratar especialistas é infinitamente menor do que o valor de uma única multa por descumprimento de condicionante ambiental. Por isso, um plano bem feito transforma “lixo” em lucro, também preparando sua empresa para certificações como a ISO 14001. É aqui que a Wert Ambiental se torna seu maior aliado estratégico. Com mais de 10 anos de mercado, fomos precursores na valorização ambiental de resíduos que antes eram destinados a tecnologias obsoletas. Hoje, nós implantamos a economia circular efetiva no coração da sua operação. Entenda como fazer um PGRS livre de autuações ambientais. Clique aqui e fale com um especialista.

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